Guerra entre Israel e
Hamas toma proporções Cibernéticas: Ações Hackers de Espionagem e Sabotagem criam
grande instabilidade Digital Global
Jerusalém - Em um desenvolvimento alarmante, a já tensa
situação no Oriente Médio atingiu o ciberespaço, à medida que Israel e o grupo
militante Hamas se envolveram em uma batalha virtual, deixando provedores de
internet e redes em todo o mundo mais lentos e, em alguns casos, fora do ar.
Esse conflito cibernético vem na sequência dos combates físicos em andamento
entre Israel e o Hamas na região de Gaza, o que levou a uma escalada nas
hostilidades.
Um relatório divulgado pela empresa de segurança cibernética
S21sec revelou que atores estatais e não estatais de ambos os lados estão
envolvidos em ataques cibernéticos em larga escala, incluindo espionagem,
terrorismo cibernético e sabotagem. Os alvos variam desde sites governamentais
até empresas privadas e instituições financeiras em todo o mundo. Os ataques
visam minar a infraestrutura digital, prejudicar a segurança cibernética e
difundir o medo e a incerteza em escala global.
Entre as táticas empregadas nos ataques cibernéticos estão a
disseminação de malware, phishing, ataques DDoS (negação de serviço
distribuída) e intrusões em sistemas críticos. Como resultado, muitos
provedores de internet em várias partes do mundo relataram lentidão em seus
serviços, enquanto outros sofreram interrupções completas.
A comunidade internacional está observando com preocupação a
escalada desses conflitos no ciberespaço, que ameaçam a estabilidade digital
global. Especialistas em segurança cibernética pedem uma ação urgente para
conter esses ataques e fortalecer a segurança das redes em todo o mundo.
A cibersegurança tornou-se uma questão central na agenda
global, e a cooperação internacional é vista como crucial para enfrentar
ameaças cibernéticas crescentes.
Enquanto as tensões persistem no Oriente Médio, o impacto da
guerra cibernética entre Israel e o Hamas continua a ser sentido em todo o
mundo, destacando a vulnerabilidade das infraestruturas digitais e a
necessidade urgente de medidas para proteger o ciberespaço contra a crescente
ameaça de ataques cibernéticos.
Segundo Prof. Allan Rangel da Geolan Tecnologia, entre os
dias 19 e 20/10 em diante, a Internet no Brasil se tornou alvo de inúmeros
ataques de Negação de Serviço (DDoS), gerando um alto fluxo de tráfego em
diversos pontos da Internet:
https://twitter.com/DailyDarkWeb/status/1714954638594584860?s=08
Apesar das Operadoras estarem preparadas em relação à proteção de suas redes e infraestruturas,
algumas instabilidades ainda poderão ser sentidas nos próximos dias. Elas
também não terão possibilidade de atuação, dependendo do alvo a ser atacado.
Equipes Técnicas seguem focadas em minimizar o impacto em
seus serviços, e mantê-lo atualizado sobre o progresso da resolução.
O grupo de cyber ativistas denominado ‘IRoX Team‘ declarou
guerra cibernética contra Israel e os seus apoiadores, divulgando datas para
seus ataques cibernéticos. Segundo a publicação em um grupo público de
mensageria, o grupo apoia muçulmanos palestinos e afirma que o motivo desse
ataque seria perturbar a presença online e as atividades de países e
organizações teoricamente associadas a Israel.
O grupo direcionou uma das ameaças de ataque cibernético ao
Brasil, e cumpriu sua promessa no último dia 20 de outubro de 2023.
Ameaça de ataques a países
O grupo IRoX Team divulgou em seu canal no Telegram que
realizará ataques em determinados países em datas especificas. Os atores
expressam que sua inspiração vem do apoio aos palestinos muçulmanos e da
resistência a Israel, declarando seu propósito de se engajar em uma batalha
digital contra Israel e seus aliados.
O objetivo, conforme destacado na comunicação do grupo, é
“aniquilar por completo o ambiente virtual daqueles que respaldam os judeus
israelenses“.
O post deles contém a seguinte agenda:
20 de outubro: Brasil, Canadá, Polônia, Espanha
25 de outubro: Índia, Reino Unido, Austrália
30 de outubro: França, Noruega, Áustria, Alemanha
As empresas brasileiras (privadas e do setor público) estão
propensas a possíveis ataques de DDoS (negação de serviço distribuída),
invasões a servidores web, perdas e sequestro de dados, derrubar sites, entre
outros, e no momento não há indicadores de compromisso coletados do grupo,
sendo apresentado diretamente a seção do MITRE ATT&CK as possíveis TTPs
utilizadas pelo grupo.